O Espaço Memória, inaugurado em 11 de dezembro de 2006 está situado no 10º andar do Edifício-Sede e representa um marco importante para a Justiça Federal em Pernambuco. Com uma exposição permanente, mostra em sua entrada um painel horizontal expondo uma régua do tempo, na qual conta-se a história da Justiça, desde o Brasil Colônia até a Constituição de 1988. Apresenta fotos dos prédios desde sua criação, sua interiorização sendo a Subseção de Petrolina a 1ª primeira deste processo, bem como a criação dos Juizados Especiais Federais. Vitrines expõem processos antigos de importância histórica, além de um móbile interativo, dividido em quatro lados, onde os visitantes vão interagir e ludicamente entender as diversas instâncias da Justiça. Há uma mostra em reportagens de jornais apresentando os reflexos da atuação da Justiça Federal, e, ainda, painéis de todas as Subseções Judiciárias, com sua denominação, jurisdição e respectivos endereços.
Íntegra do discurso de inauguração proferido pelo diretor do Foro, Frederico Azevedo:
“No palácio dos antigos xoguns japoneses para se chegar ao salão principal passava-se por um corredor cujo assoalho a mais leve pressão dos pés respondia com uma doce nota que imitava o canto dos rouxinóis
Os passos que nos fazem avançar na vida apontam notas doces ou tristes, que trazem sempre as lembranças, fazendo com que a cada dia o caminho atrás se torne mais longo do que aquele que ainda nos resta. A mesma coisa ocorre com as instituições. O passado de nossa Justiça Federal é curto, mas sem dúvida seus momentos são importantes e devem ser lembrados.
Hanah Arendt já disse que “Não se pode dizer como a vida é, como a sorte ou o destino trata as pessoas, a não ser contando a história”.
Com este espírito nasce este espaço. Preservar os momentos de uma ainda jovem instituição, a Justiça Federal em Pernambuco. Guardamos então os principais destaques de nossa seção judiciária na imprensa durante os anos, fizemos um site próprio e dedicado ao espaço memória com os nomes de todos os servidores e juízes, mencionamos processos que remetem ao inicio de nossa historia, mostramos de modo criativo as instâncias da justiça. Uma equipe sonhou este momento, duas pessoas em especial a historiadora Mônica Aguiar e o museólogo Albino Oliveira o puseram em prática.
Sem dúvida, não estaríamos aqui sem o apoio incondicional da CEF. Ao Alex, ao João Carlos e ao Ricardo Siqueira e todos da Caixa o nosso obrigado.
Aos que por anos buscaram preservar a história de nossa instituição este momento é dedicado.
Como diz Noberto Bobbio “se o mundo do futuro se abre para a imaginação, mas não nos pertence mais, o mundo do passado é aquele no qual, recorrendo a nossas lembranças, podemos buscar refúgio dentro de nós mesmos, debruçar-se sobre nós mesmos e nele reconstruir nossa identidade.”
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